Somente depois da presença do secretário de Obras, Walmir Matos, para esclarecer pontos obscuros da proposta para alargamento de vias de acesso à Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Câmara de Vereadores aprovou, em primeira discussão, autorização para que o município empreste R$ 7 milhões para executar os trabalhos. Os parlamentares estavam receosos porque as justificativas vindas do Executivo – três, no total - não especificavam com clareza quais vias da zona sul seriam contempladas. O projeto de lei chegou ao Legislativo em novembro do ano passado. Segundo Matos, o prazo para início das obras é abril de 2016, mas ainda será necessário, se aprovado em segunda discussão, formalizar o empréstimo que, segundo ele, já está garantido.
O texto libera a contratação de financiamento no valor de R$ 7 milhões, por meio do Programa Pró-Transporte do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), para obras de alargamento e infraestrutura da Avenida Orlando Pialarisse, que dá acesso à UEL pela reitoria, e da Avenida Prefeito Faria Lima desde o cruzamento com a Avenida Maringá até a rotatória que dá acesso à UEL e à PR-445.
Entretanto, esse nível de detalhamento não era descrito nas justificativas encaminhadas pelo Executivo, segundo a vereadora Elza Correia (PMDB). De acordo com ela, na primeira manifestação, a impressão dos vereadores é que a obra atenderia os interesses de uma pequena parte dos moradores, principalmente os residentes em um condomínio de luxo. Na segunda justificativa, houve o detalhamento de vias, mas também o anúncio de que uma possível sobra, de até 20% do valor, poderia ser utilizada para melhorias em vias da região sul.
Para ela, a prefeitura carece de um setor para revisão dos textos antes do envio ao Legislativo. "Somente depois de muita cobrança da Câmara, foi esclarecido que seriam melhorias em vias coletoras próximas das ruas beneficiadas. Para se votar um projeto com essa quantia, precisa de muita clareza", diz a peemedebista.

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