Foi aprovada ontem na Câmara de Vereadores de Londrina, em regime de urgência e em primeiro turno, a abertura de crédito de R$ 3,415 milhões à Autarquia Municipal de Saúde (AMS) para o pagamento dos salários dos cerca de 2 mil servidores efetivos do órgão. O dinheiro vai custear também o 13º salário da categoria, bem como o pagamento da cota patronal de INSS da Caixa de Assistência aos Aposentados do Município de Londrina (Caapsml).
Do total autorizado pelo Legislativo, R$ 707 mil vão para a Caapsml, e R$ 2,708 milhões para pagar os efetivos. O pedido aos vereadores foi reforçado no Plenário por um funcionário da Secretaria Municipal de Planejamento.
O secretário municipal de Saúde, Sílvio Fernandes, prefere avaliar o recurso extra como ''adequação orçamentária''. Mesmo assim, o chefe da Pasta admite que o orçamento da área na verdade extrapolou o previsto para este ano. ''Esse repasse é sempre da Prefeitura para a autarquia, e, quando foi estimado para 2005, inicialmente não foi suficiente'', afirmou. Questionado sobre os motivos, Fernandes disse apenas que isso é algo ''tecnicamente complexo'', mas deixou a explicação para outro colega: o secretário de Planejamento Sérgio Plínio. ''Talvez o Planejamento deva dar uma explicação mais técnica para isso'', resumiu. A Folha tentou contato com Plínio, mas o telefone dele estava desligado.
A falta de verba para pagar o salário de dezembro e o 13º não vai afetar os cerca de mil funcionários terceirizados que prestam serviços atualmente à Autarquia. Fernandes garantiu que as contratações via parcerias (com ongs e oscips) não motivaram o déficit para os efetivos. ''São fontes de recursos distintas'', disse.

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