A Câmara Municipal de Londrina aprovou ontem decreto legislativo determinando a realização de um plebiscito para saber se a população aprova ou não a venda da Sercomtel Celular S.A. O projeto volta a ser discutido hoje, em sessão extraordinária. Se for novamente aprovado, o presidente da Casa, vereador Tercílio Turini (PSDB), informou que irá encaminhar ofício ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) comunicando a decisão legislativa e solicitando orientação para realizar o plebiscito.
Na proposta de decreto, protocolada pelo vereador André Vargas (PT), foi anexada uma carta do prefeito Nedson Micheleti (PT) defendendo a necessidade de venda da Celular. Nedson alegou, entre outros motivos, que a empresa não teria condições de competir no mercado com a abertura do mercado de telefonia móvel. ‘‘Com a venda das ações da Sercomtel Celular S.A., o valor do patrimônio público será preservado, pois a administração municipal pretende aplicar os respectivos recursos em obras de infra-estrutura, necessárias ao desenvolvimento da cidade’’, acrescentou.
Mas a decisão de venda de uma estatal já tem rendido diversas críticas a Nedson, incluindo setores identificados com o PT. O presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações, José Zunga Alves de Lima, mandou ao prefeito, no último dia 13, uma carta dizendo estar ‘‘desapontado’’ com a privatização da Celular. Zunga é ex-presidente da CUT do Distrito Federal.
‘‘Trata-se de uma decisão perigosa, cujas repercussões podem se estender além das fronteiras da cidade de Londrina, pois que a Sercomtel sempre foi um paradigma dentro do Sistema Telebrás’’, disse Zunga. Cópias da carta foram enviadas para os diretórios nacional e estadual do PT, lideranças do PT no Senado, Câmara Federal, Assembléia Legislativa (PR), Câmara de Londrina, CUT Nacional, CUT do Paraná e Sintel (PR).
Ontem, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) que acompanha o caso, antecipou-se e encaminhou pedido de autorização ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que sejam utilizadas as urnas eletrônicas no plebiscito.

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