A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou ontem a realização de um plebiscito sobre a venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel). O projeto de autoria do vereador Jamil Janene (PDT), recebeu 16 votos favoráveis e quatro abstenções. O vereador Sidney de Souza (PTB) se ausentou do plenário.
Apesar de aprovado em primeira discussão no início da semana, o projeto original recebeu parecer contrário da procuradoria jurídica da Casa. Segundo a procuradora Mara Alice Gonçalves, a Câmara não poderia financiar a consulta popular porque o gasto não estava previsto no orçamento, e o resultado não teria ''efeito concreto'', por se tratar de competência do governo do Estado.
O projeto, que recebeu um substitutivo, ''desobriga'' o Executivo e o Legislativo de realizarem o plebiscito, caso nennhum partido, entidade da iniciativa privada ou pessoas físicas e jurídicas assumam os custos da consulta. ''Se a gente se unir, entidades se unirem, com certeza teremos o plebiscito'', afirmou Janene.
Conforme o vereador, o plebiscito deve custar cerca de R$ 13 mil, valor gasto pela Prefeitura de Londrina, na consulta popular de 19 de agosto, que definiu a manutenção da Sercomtel Celular como estatal.
O presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), disse que o Legislativo não poderá arcar com os custos do plebiscito. ''Do ponto de vista prático, se não aparecer nenhuma entidade que queira fazer, logicamente que não será realizado''.
De acordo com Jamil Janene, a data do plebiscito em Londrina deverá ser definida em conjunto com o Fórum Popular Contra a Venda da Copel. Conforme levantamento do fórum, sete municípios em todo estado, deverão consultar a população sobre a venda da estatal. O leilão de privatização está marcado para o dia 31 de outubro.

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