Câmara aprova reajuste de até 46% para servidores do Senado
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de julho de 2010
Denise Madueño e Rafael Moraes Moura<br>Agência Estado 
Brasília - Com as galerias do plenário tomadas por servidores, a Câmara aprovou ontem o reajuste de até 46% nos salários dos funcionários do Senado, continuando o clima de festa e de euforia verificado nestes três meses antes das eleições e reforçado na noite de terça-feira passada com a aprovação da proposta de emenda constitucional criando o piso salarial para os policiais militares, civis e integrantes do Corpo de Bombeiros. As duas sessões que aprovaram os projetos foram comandadas pelo candidato à vice-presidente da República na chapa da candidata petista, Dilma Rousseff, e presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Ele foi muito aplaudido pelos beneficiados das propostas.
O reajuste dos servidores do Senado contempla 6.630 servidores, 3.300 concursados, 1.300 nomeados sem concurso e 2.030 aposentados. No caso dos policiais, o piso será nacional e beneficiará todos os integrantes das carreiras. O projeto do Senado terá um impacto de R$ 217,7 milhões só neste ano e no próximo ano de R$ 464 milhões.
Pela proposta, que segue para sanção do presidente da República, os auxiliares de segurança e os gráficos, um contingente formado por funcionários que exercem suas funções há cerca de 30 anos e com escolaridade no ensino fundamental, tiveram os aumentos maiores. Os salários em torno de R$ 9,4 mil vão saltar para R$ 13,7 mil, um reajuste de 46%.
Carreiras cuja exigência é o nível médio, o aumento foi de 27%. Os salários vão de R$ 10,7 mil para R$ 13,6 mil para o nível inicial, e de R$ 14 mil para R$ 16 mil para o final de carreira: índice de reajuste de 14%. A categoria de analista para a área de comunicação social, que exige formação de nível superior, teve reajuste porcentual menor que a dos auxiliares, mas os salários ficam maiores do que os dos deputados e dos senadores, de R$ 16.512,00. A faixa do nível inicial de carreira pulou de R$ 15,7 mil para R$ 18,0 mil, com 15% de reajuste, e a final, de R$ 17,2 mil para R$ 20,2 mil, 17%.
Em poucos minutos, os deputados incluíram o projeto na pauta e o aprovaram. A votação só não foi mais rápida, porque o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) exigiu o cumprimento do regimento que obriga votação nominal, com o registro no painel eletrônico, para incluir a proposta em regime de urgência na pauta. Ele foi vaiado pelos servidores nas galerias quando pediu votação nominal.


