A Câmara Municipal de Londrina aprovou ontem em primeira votação o projeto de lei do Executivo que concede reajuste salarial de 2,9% ao funcionalismo municipal. A votação foi antecedida por uma discussão de quase duas horas e um bate-boca entre representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv) e o vereador Joel Garcia (PDT). O pedetista é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e emitiu parecer contrário ao reajuste.
Nos bastidores, Garcia e os sindicalistas trocaram ofensas. O parecer foi derrubado pelo plenário e o aumento acabou sendo aprovado por unanimidade - com exceção apenas de Roberto Kanashiro (PSDB), que está de licença médica, e Sebastião dos Metalúrgicos (PDT), que estava fora de Londrina.
O presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, afirmou que a aprovação tem um ''caráter simbólico muito grande''. ''Isso representa um diálogo entre a administração municipal e o sindicato após oito anos de problemas'', disse Urbaneja em referência à gestão do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT).
O parecer da CCJ indicava que o reajuste teria um impacto financeiro anual superior aos R$ 8 milhões estimados pela Prefeitura. Segundo ele, os custos omitidos elevariam a despesa para R$ 15 milhões. ''Isso eles (sindicalistas) não colocam. Só os diretores do Sindserv que são pagos pelo município custam R$ 500 mil por ano aos londrinenses'', afirmou Joel.
Urbaneja rebateu as declarações. ''O impacto financeiro que ele cita tem valores sobrepostos. Sobre o salário dos diretores, não sei quanto custa, mas é uma garantia que está amparada por lei municipal.''
O projeto de lei que concede o reajuste vai a segunda votação na próxima terça-feira e terá que ser sancionado pelo prefeito.

mockup