Brasília - A reforma eleitoral aprovada ontem pela Câmara liberou a propaganda na internet, em portal do partido ou do candidato, nas páginas de relacionamento da rede, como Orkut e Twitter, em blogs e por meio de mensagens eletrônicas. Autorizou também a pré-campanha para a realização de prévias, reuniões em locais fechados e entrevistas em que a pessoa pode se anunciar como candidata. Os debates no rádio e na TV - e agora também na internet - para governador, senador e presidente da República, que são os cargos majoritários, poderão ser realizados com a presença de no mínimo dois terços dos candidatos, não sendo mais necessário o comparecimento de todos.
A lei presenteou os candidatos com uma blindagem, proibindo o uso de imagens e voz deles por parte dos adversários nos programas eleitorais. Desse modo, o candidato do governo não poderá usar em 2010 imagens do PSDB ou do DEM com ataques à Petrobras, o que os marqueteiros do Planalto pretendiam fazer. Os partidos de oposição também ficarão proibidos de usar imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizendo que a crise mundial era apenas uma ''marolinha'', o que já vinha acontecendo em propagandas do DEM na TV. Ficam proibidas ainda trucagens e montagens.
Os líderes partidárias também aproveitaram a lei para se proteger. Pelo texto aprovado, a responsabilidade legal - até mesmo civil e trabalhista - cabe exclusivamente ao diretório nacional, estadual ou municipal que tiver violado o direito de alguém. E, em caso de não pagamento, as despesas nem poderão ser cobradas judicialmente dos órgãos superiores dos partidos.
O direito de resposta para quem se sentir agredido, em qualquer meio, terá prioridade sobre os demais processos em exame pela Justiça Eleitoral. A propaganda nos jornais impressos poderá ser feita por no máximo dez inserções em cada veículo, devendo constar obrigatoriamente quanto custou a compra daquele espaço. Como os principais jornais reproduzem suas páginas na internet, a propaganda que aparece nas páginas impressas poderão ser reproduzidas nesse meio, mas ninguém pode comprar espaço exclusivamente em sites.

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