Curitiba - A poucos dias para o final dos trabalhos da Câmara de Curitiba, um pacote de projetos polêmicos foi encaminhado para votação. O pacote entrou na pauta em regime de urgência para evitar que as votações ficassem para o ano que vem. Somente na pauta de ontem, dos 35 projetos em votação, 16 eram de autoria do prefeito Cassio Taniguchi (PFL). Um dos mais polêmicos foi votado e aprovado numa sessão tumultuada. É o projeto que explicita as despesas que poderão ser consideradas no limite mínimo constitucional como gastos em educação.
Segundo o vereador Nilton Brandão (PT), a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação diz, no artigo 71, que não podem ser inseridos nos gastos com educação despesas com pesquisa, formação de quadros especiais, programas suplementares de alimentação, assistência médica, odontológica, farmacêutica, entre outros. ''O que se vê é que estão sendo inseridas várias ilegalidades no projeto para justificar a falta de investimento do município na educação'', denunciou ele.
A mensagem do prefeito cria ainda um fundo para os recursos que não forem usados. O fundo é retroativo para os anos anteriores. Segundo o vereador Adenival Gomes (PT), a intenção é ''tapar os furos da prefeitura e se enquadrar forçadamente na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)''.
A assessoria de imprensa da prefeitura informou ontem que não entende as divergências ocorridas na Câmara. A adequação em Curitiba teria sido feita nos mesmos moldes do que em São Paulo, na administração da petista Marta Suplicy.

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