O projeto de resolução estabelecendo o fim do voto secreto nas votações da Câmara de Maringá foi aprovado por unanimidade pelos 19 vereadores presentes à sessão realizada anteontem à noite. A segunda e última votação deve ocorrer só na próxima terça-feira, já que hoje é feriado por causa do aniversário de Maringá e não haverá sessão na Câmara. Se aprovado, a matéria acaba com a votação secreta nos casos de veto do prefeito, eleição do presidente da Câmara, cassação do prefeito e dos vereadores.
O projeto é de autoria do vereador João Batista Beltrame (PMDB), o ‘‘Joba’’. A votação do projeto foi feita em uma hora e 10 minutos, e foi marcada pelos discursos entusiasmados da maioria dos vereadores. Conforme Beltrame, se for aprovado na segunda discussão, o projeto já é transformado em lei sem precisar da apreciação do prefeito José Claudio Pereira Neto (PT). ‘‘É um projeto de resolução que altera o Regimento Interno da Câmara’’, explicou.
Na opinião de Beltrame, o voto aberto significa o aperfeiçoamento da democracia. ‘‘O vereador tem que entender que o mandato não é dele e sim do povo que o elegeu, e que o voto aberto e transparente é um direito do povo’’, disse. Pelos discursos dos vereadores na sessão de anteontem, Joba acredita que o projeto será aprovado com facilidade na segunda votação.
Desde que apresentou o projeto, há cerca de duas semanas, Joba vem recebendo ligações telefônicas e e-mails de vereadores de várias municípios do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo. ‘‘Eles (vereadores) pedem cópia do projeto porque também pretendem acabar com o voto secreto em suas cidades’’, afirmou.
O autor do projeto afirma ainda que tem recebido muitas correspondências de eleitores que apóiam o fim do voto secreto. Se for aprovado na semana que vem, a Câmara de Vereadores de Maringá será a primeira do Paraná e provavelmente do País, conforme Joba, a acabar com o voto secreto em todas as sessões do Legislativo. Em São Paulo, o voto secreto ainda é mantido nas votações sobre vetos do prefeito.

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