Os vereadores aprovaram nesta tarde o projeto de lei do Executivo que altera as regras para a alienação das ações da Sercomtel, revogando a obrigatoriedade de plebiscito em caso de perda de controle acionário do Município. O texto aprovado manteve, porém, a necessidade de autorização do Legislativo.
Os vereadores aprovaram nesta tarde o projeto de lei do Executivo que altera as regras para a alienação das ações da Sercomtel, revogando a obrigatoriedade de plebiscito em caso de perda de controle acionário do Município. O texto aprovado manteve, porém, a necessidade de autorização do Legislativo. | Foto: CML/Imprensa/ Devanir Parra

A Câmara Municipal de Londrina aprovou por unanimidade nessa quinta-feira (4) o projeto de lei que cria uma zona especial na bacia do Ribeirão Jacutinga. A matéria, de iniciativa do Executivo, altera lei de uso e ocupação do solo para permitir a instalação do Parque Industrial, projeto da gestão Marcelo Belinati para zona norte da cidade.

Na área será implantado um modelo de loteamento em sistema de condomínio industrial fechado. Para isso, foi preciso mexer na legislação. Isso porque o local fica próximo ao manancial de abastecimento de água de Cambé. Entretanto, foi estipulado que a zona classificada de ZI-4 (Zona Industrial-4) só poderá receber atividades de indústrias secas, ou seja, apenas fábricas que não emitem efluentes líquidos.

O tema já foi discutido em audiência pública em novembro do ano passado na Câmara e não sofreu resistência no Legislativo. “O projeto é compatível com o macro zoneamento que estamos propondo no Plano Diretor, e estamos criando uma zona especial de proteção da bacia”, disse o presidente do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano), Roberto Alves de Lima.

Em julho do ano passado, a Prefeitura de Londrina e o governo do Paraná assinaram convênio que permitiu ao município tomar emprestados R$ 25 milhões do Estado para construir o condomínio industrial. Este financiamento teve aval da Casa em projeto de lei aprovado em novembro. A instalação do parque industrial, às margens da Avenida Saul Elkind, é um projeto antigo. Na gestão Alexandre Kireeff (2013-2016), o projeto começou a ganhar corpo com nome de Cilon.

INFRAESTRUTURA

Segundo o presidente da Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), Bruno Ubiratan, os projetos complementares já foram encaminhados ao Paraná Cidades e serão analisados nos próximos 60 dias para liberação da verba. Depois disso serão abertos os editais para execução da infraestrutura. Não há data definida, mas segundo ele deve ficar para o segundo semestre. “Eu conversei com os técnicos e engenheiros e as obras podem levar de oito a nove meses.” A intenção é de comercializar os lotes em 2020.

Para o líder de Belinati na Câmara, vereador Jairo Tamura (PR), o parque industrial é fundamental ao desenvolvimento da cidade “Esse projeto atende o respeito ao meio ambiente e dará um passo importante para trazer mais empresas a Londrina. O espaço é estratégico porque fica às margens das principais rodovias.” São previstos 170 lotes internos e outros 40 lotes externos, disponíveis em um mesmo local, com áreas médias de 2 mil a 6 mil metros quadrados cada.

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