A Câmara de Londrina aprovou ontem em segunda discussão o Código Ambiental do Município, de autoria do Executivo, com duas emendas polêmicas do vereador Joel Garcia (PP). Uma delas estabelece que a área do Bosque Marechal Cândido Rondon, no Centro, fica declarada área de preservação ambiental permanente, sendo proibida a construção de vias públicas. Outra emenda aprovada coloca uma cláusula de responsabilidade com a nova empresa que vai assumir o serviço de água e esgoto na cidade para que ela seja obrigada a fazer o desassoreamento e a remoção do entulho dos Lagos Igapó I, II, III e IV em até cinco anos.
Em relação ao Bosque, que está no centro de uma polêmica entre o prefeito Barbosa Neto (PDT) e representantes da sociedade civil organizada porque o Executivo pretende reabrir a Rua Piauí, o secretário do Ambiente, José Novaes Faraco, alegou que a emenda é ''inócua''. ''A emenda não cita o Zerinho. A prefeitura nunca quis abrir uma rua no Bosque, e sim no Zerinho. Por isso a emenda não serve nesse caso e não atrapalha os planos da prefeitura'', acredita. A emenda, porém, estabelece que não poderá ser aberta uma rua dentro do quadrilátero estabelecido entre as ruas Rio de Janeiro, Pará, São Paulo e Alameda Miguel Blasi. A Rua Piauí passa dentro desse quadrilátero.
Em relação à outra emenda, o secretário afirmou que não vai se manifestar. ''Precisamos de um estudo de custos, para ver se esse desassoreamento seria possível. Eu não tenho como me manifestar nesse caso porque não conheço o assunto.''
O Código Ambiental, que foi aprovado na forma de um substitutivo, agora segue para sanção ou veto do prefeito Barbosa Neto.

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