Câmara aprova 'pacote' da saúde
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
A Câmara de Londrina aprovou durante a sessão extraordinária de ontem um minipacote de projetos ligados à área da saúde, todos de autoria do Executivo. Dois dos quatro projetos aprovados abrem crédito adicional para pagamento de salários da própria Secretaria de Saúde - sendo um de R$ 2,9 milhões e outro de R$ 1,03 milhão. O terceiro projeto destina R$ 460 mil para o pagamento de despesas com pessoal do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o último cria 260 vagas de agentes de endemias no município para que as vagas sejam preenchidas por meio de concurso público.
Antes de aprovarem o pacote, os vereadores pediram para que o secretário interino da pasta, Adilson Castro, explicasse como estava a área da saúde em Londrina - o Executivo chegou a declarar estado de emergência para poder contratar serviços e não paralisar o sistema. Castro defendeu no plenário que houve uma melhora na Saúde, mas reconhece que a situação ''não é ideal''. ''De agosto para cá, a secretaria está tomando posições de enfrentamento da crise. Conseguimos contratar 1.141 novos servidores, sendo 377 por concurso público, incluindo médicos. Adquirimos 13 novos veículos, conseguimos um aumento importante de salário em todas as categorias de nível superior e em fevereiro abriremos concurso público para contratar 18 médicos'', disse.
O diretor-financeiro da pasta, José Carlos Barbosa Perez, ressaltou que os projetos de remanejamento de verbas da própria pasta e de outras foi necessário justamente por conta desses gastos a mais que a secretaria teve ao longo do ano. ''Não foi falta de planejamento. É que por conta do problema que tivemos com as oscips esse ano tivemos gastos que nenhum planejamento resiste. Tivemos muitas ações em um curto espaço de tempo, que tiveram saldo positivo, mas esse remanejamento foi necessário para dar conta da folha de pagamento da secretaria'', salientou. Ele afirmou ainda que o orçamento da pasta no próximo ano aumentou ''significativamente'', indo de R$ 308 milhões para R$ 374 milhões.
Sobre o projeto que cria 260 vagas para agentes de endemia, o diretor ressaltou que seria ''uma solução definitiva para o problema'' da classe no município. ''Atualmente, parte dos agentes é seletista, e parte tem contrato emergencial. Isso causa instabilidade no serviço, porque nunca temos todas as vagas preenchidas. Se eles forem contratados por concurso público, recebem todos os benefícios e ficam no emprego'', explicou. Parte dos gastos com a contratação será custeada com recursos da União.


