A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou ontem, em segunda e última discussão, a proposta orçamentária do município para 2004. O orçamento prevê uma receita de R$ 538 milhões, R$ 13 milhões a mais do que em 2003.
Após mais de três horas de discussão pelo plenário, também foram aprovadas 129 emendas de autoria das comissões da Câmara e vereadores. Outras quatro foram retiradas de pauta e uma, que estabelecia a aplicação dos R$ 1,2 milhão, inicialmente destinados no orçamento para a construção do prédio anexo à Câmara, para pavimentação asfáltica de vias urbanas, foi rejeitada mesmo com dez votos favoráveis.
A emenda de autoria de Leonilso Jaqueta (PMDB), precisava de onze votos, e gerou bastante polêmica entre o vereador e o presidente da Casa, Orlando Bonilha (PL), autor do projeto de ampliação da Câmara, que chegaram a trocar ofensas. ''Já faz 60 dias que eu vinha conversando com o prefeito Nedson Micheleti (PT). Em virtude do momento delicado, com o Ministério Público pedindo a redução do número de vereadores, e em relação a não ter tempo de concluir a obra, não ter o privilégio de 'cortar a fita' de inauguração, decidimos deixar para a próxima Mesa Diretiva o projeto do anexo'', disse Bonilha. ''O vereador foi até deselegante com a Mesa ao apresentar a emenda. A emenda nasceu de reuniões que fizemos. Ele está procurando aparecer'', complementou.
Jaqueta rebateu as declarações de Bonilha, dizendo que o presidente foi ''infeliz'' nas suas declarações. ''Todos os vereadores têm o direito de apresentar emendas. Deixei claro que não sou contrário a construção do anexo, mas a cidade tem outras prioridades. Como vou aceitar a construção do anexo se nem conheço o projeto'', afirmou. ''Ele faltou com a verdade. Em nenhum momento ele disse que a Mesa tomaria esta posição'', concluiu.
Na próxima semana, os vereadores devem votar a redação final do orçamento. Em seguida, o documento será encaminhado ao prefeito para sanção ou veto. O orçamento passa a vigorar no dia primeiro de janeiro.

mockup