A Câmara de Londrina aprovou semana passada a inclusão de 2,36 milhões de quilômetros quadrados na área urbana de Londrina para a construção de quase 4 mil casas populares próximo ao bairro União da Vitória. Apesar de passar em primeira discussão, os vereadores demonstram preocupação com a estrutura oferecida aos futuros moradores.
Os projetos de lei discutidos passam as áreas de duas fazendas (Bonora, de 460 mil metros quadrados, e Fazenda Nova, de 1,9 milhão de metros quadrados) para o perímetro urbano. A mudança vai permitir a construção de 4.914 unidades do Minha Casa, Minha Vida voltadas para famílias com renda mensal de zero a três salários mínimos. A expectativa é que atenda cerca de 20 mil pessoas.
Próximo a esses dois empreendimentos, um terceiro conjunto habitacional popular já aprovado terá aproximadamente mais 1,3 mil casas, totalizando quase 6,3 mil unidades.
A preocupação dos parlamentares é que os moradores contemplados tenham acesso a equipamentos públicos, como escolas, creches e unidades de saúde, próximo de suas casas e com estrutura suficiente para atender toda a demanda. O tema já havia sido debatido com vereadores, moradores e o presidente da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina, José Roberto Hoffmann.
Os projetos dos empreendimentos já preveem a construção de seis creches, quatro escolas municipais e uma estadual – que, a pedidos, deve ser dividida em duas unidades com 20 salas cada, além de uma unidade básica de saúde e Centros de Referência de Assistência Social (Cras).
Ainda há mais duas creches e uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) a confirmar. Pelas regras do Minha Casa, Minha Vida, esses empreendimentos devem reverter 6% dos investimentos para esses equipamentos.

Está prevista uma segunda discussão para que o texto aprovado receba alterações que garantam que o empreendimento não seja entregue sem os equipamentos prometidos

Além de serviços de saúde e educação, estima-se que sejam necessários mais recursos para viabilizar áreas de lazer

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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