Câmara aprova empréstimo para nova prefeitura e abre polêmica
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Em votação apertada, a Câmara de Vereadores de Tamarana (Região Metropolitana de Londrina) autorizou, por 5 votos a 4, o prefeito Paulino de Souza (PMDB) a tomar empréstimo de R$ 1,2 milhão para a construção de uma nova sede para a Prefeitura Municipal. A verba, segundo o prefeito, seria obtida via programa do governo estadual. A votação ocorreu durante sessão extraordinária da última segunda-feira. O projeto, de autoria do Executivo, teve parecer contrário da Comissão de Justiça, alegando falta de informações no texto.
Segundo o vereador Paulo César (PTB), o Executivo não respondeu questionamentos feitos pela comissão. "Pedimos explicações sobre a construção, projetos, custo do metro quadrado, mas não fomos atendidos." O parecer contrário foi derrubado em plenário. Desde que o município foi emancipado, há quase 18 anos, os principais prédios públicos da cidade prefeitura e Câmara ocupam imóveis alugados. De acordo com informações da administração, o gasto mensal com aluguéis é de R$ 16 mil, somando também outros órgãos municipais sem sede própria.
Os parlamentares contrários ao empréstimo argumentam que existem outras prioridades em Tamarana. Para Renam Leal (DEM), deveria haver mais tempo para a discussão do tema. "A população deveria ser ouvida. É algo que vai ficar para sempre." Ele disse que um projeto futuro poderia também incluir uma nova sede para a Câmara. "Agora é só a prefeitura contemplada e quando tiver que fazer uma sede para o Legislativo, pode não ser no mesmo local, deixando de integrar o paço municipal." Leal também questionou a falta de previsão de custo final da obra.
Por outro lado, o prefeito Paulino de Souza afirmou que a obra é imprescindível. "O prédio atual está em condição deplorável. Usamos ainda as mesmas estruturas de quando Tamarana era distrito." Ele negou falta de informações para os vereadores e disse à FOLHA que se a obra começasse hoje, o município colocaria cerca de R$ 250 mil para complementar o orçamento. Paulino informou que uma das exigências do governo estadual é atualizar o Plano Diretor, para fazer constar o local do paço municipal. "Depois disso, o governo vai analisar a nossa proposta, mas uma resposta deverá vir a longo prazo."
Protestos
Na sessão de segunda-feira na Câmara de Vereadores, um grupo de aproximadamente 40 pessoas protestou contra a aprovação do empréstimo. Segundo uma integrante, que não quis se identificar, "faltam médicos e remédios, infraestrutura no bairro, asfalto". "Pode até construir um novo prédio, mas não agora", complementou.
Paulino rebateu as críticas. "Não estão faltando médicos na cidade. Quanto ao asfalto, faltam poucos trechos a serem completados e isso está em andamento. Os moradores também reclamaram da localização de uma creche que será construída, um grupo quer num lugar e outros moradores querem em outro lugar, mas essa obra não tem relação com o empréstimo."


