A Câmara Municipal de Londrina aprovou ontem, depois de três meses e meio de tramitação, o projeto de lei do Executivo que autoriza a transferência de R$ 4,8 milhões em crédito adicional para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Os recursos deverão sair da rubrica de um empréstimo do governo do Estado, no valor de R$ 22 milhões, conforme emenda também aprovada, de autoria do vereador Sidney de Souza (PTB).
Quinze vereadores votaram a favor do projeto contra cinco contrários. Manifestaram-se contra a trasferência os vereadores Henrique Barros (PDT), Sandra Graça (PDT), Roberto Ávila Scaff (sem partido), Rubens Canizares (PHS) e Luiz Carlos Tamarozzi (PTB). Já a emenda teve votação diferente. Foram favoráveis 17 vereadores, inclusive a líder de governo, vereadora Márcia Lopes (PT), e os oposicionistas Henrique Barros (PDT) e Rubens Canizares (PHS). ''Fui contra o projeto, mas para garantir o pagamento dos precatórios aos credores, votei a favor da emenda que substituiu a fonte de recursos'', explicou Barros.
A vereadora Sandra Graça (PDT), uma dos cinco votantes contrários ao projeto, manifestou sua indignação antes da votação. ''O Executivo não esclareceu até agora se existe um convênio com a União ou com o Estado para pagamento destes precatórios'', questionou ela. Em seguida, criticou a emenda do vereador Sidney de Souza, que, segundo ela, provocaria o cancelamento de algumas obras de asfaltamento em Londrina.''Se votarmos a favor, poderemos estar cancelando obras no João Turquino ou no São Marcos'', citou ela como exemplo.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, que acompanhou a votação, saiu satisfeito. Ele disse que ''a Câmara compreendeu a dimensão do pedido, que nada mais é do que a limpeza urbana, capina e varrição''. A última sessão ordinária da Câmara, antes do recesso legislativo de julho, foi interrompida ontem por cinco vezes. Ao final, o presidente do Legislativo, vereador Orlando Bonilha (PL), convocou os vereadores para sessões extraordinárias quantas se fizerem necessárias a partir de 1º de julho para apreciação de sete projetos de lei.

mockup