Os pareceres do Tribunal de Contas do Paraná (TC) sobre as prestações de contas do prefeito Nedson Micheleti (PT) relativas aos exercícios de 2004 e 2005 foram aprovadas ''com ressalvas'' ontem pela Câmara Municipal.
As ressalvas da prestação de 2004 se referem à existência de restos a pagar no valor de R$ 51 milhões. No entanto, segundo o parecer, o débito não justificava a reprovação das contas porque houve, no primeiro mandato de Nedson, uma redução do comprometimento financeiro.
Sobre as contas de 2005, o TC cita oito ressalvas, entre omissão de receita no sistema informatizado e baixa efetividade da arrecadação. De acordo com o líder do Executivo, Gláudio Renato de Lima (PT), os problemas foram causados pela mudança do sistema informatizado de prestação de contas exigido pelo TC. ''Muitos municípios tiveram problemas e o tribubal reconheceu isso.''
Segundo Gláudio, as ''ressalvas'' não geram qualquer sanção para o prefeito ou para o município. ''As contas foram aprovadas. Com ou sem ressalvas, foram aprovadas'', disse. A aprovação em primeiro turno contou com os votos de treze dos vereadores presentes - inclusive de oposição. Na próxima sessão, as prestações vão a segunda votação.

Salário
O vereador João Scaff (PTB) apresentou ontem uma emenda modificativa para reajustar o salário do prefeito, para o período 2009/2012, dos atuais R$ 13.865 para R$ 14.310. Na mesma emenda, ele também propõe reduzir o salários dos secretários municipais de R$ 6.499 para R$ 5.424. ''Tirei um parâmetro para as próximas legislaturas: o prefeito ganha 2,5 vezes o que ganha o vereador. É um valor condizente com as condições da cidade'', afirmou.
Sobre a redução do salário dos secretários, ele afirmou que a intenção é igualar ao que ganha um vereador.''Vereador corre atrás de voto e eleição dá um trabalho danado. Já o secretário é escolhido por um homem só'', opinou.
A emenda foi encaminhada para a Comissão de Redação e Justiça, onde já estão as outras duas propostas: manutenção do salário do prefeito no valor atual e redução para R$ 11,4 mil, proposta por Gláudio.

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