Curitiba - A Câmara de Vereadores de Curitiba aprovou ontem, em segundo turno, as contas da Prefeitura Municipal referentes a 1999. Apesar dos questionamentos da bancada do PT, oposição ao prefeito Cassio Taniguchi (PFL), as contas foram aprovadas com folga: 18 a 7 na segunda votação e 20 a 8, na primeira votação, realizada na terça-feira. A matéria precisava de 11 votos favoravéis do total de 35 parlamentares.
A principal reclamação da bancada de oposição foi a falta das contas da Urbs (empresa que gerencia o transporte em Curitiba). Pela lei orgânica do município, tanto as contas da admnistração direta quanto indireta precisam passar pelo crivo dos vereadores. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) já havia aprovado as contas de 1999 do poder municipal.
O líder da bancada do PT na Câmara, Nilton Brandão, disse que faltam subsídios para avaliar a prestação de contas. O vereador Adenival Gomes, também do PT, acusou a prefeitura de esconder as contas da Urbs. Para ele, esse procedimento revela a existência de uma ''caixa-preta'' na prefeitura.
Outra reclamação dos vereadores diz respeito às licitações feitas pelo poder público municipal. A prefeitura estaria dividindo uma mesma obra em vários lotes e enviando cartas-convites para a realização de cada lote, sendo que individualmente nenhum ultrapassaria o valor de R$ 150 mil. Para Adenival, esse é um recurso que a prefeitura se utiliza para restringir o número de participantes. Segundo ele, deveria ser feita uma tomada de preços neste caso, o que exige mais publicidade do que as cartas-convites.
A Prefeitura de Curitiba informou, por meio da assessoria de imprensa, que cumpriu toda a legislação sobre a prestação de contas, que primeiro foram enviadas ao TCE e que depois seriam remetidas à Câmara. Sobre as cartas-convite, a Prefeitura explicou que obedece a Lei de Licitações (8.666) e que cada processo obedece os valores e os procedimentos previstos na lei.

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