Câmara aprova abertura de comércio no segundo sábado de cada mês
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
Sob vaias dos trabalhadores que estavam nas galerias, os vereadores de Londrina determinaram que o comércio vai funcionar das 9 horas às 18 horas todo o segundo sábado do mês. Depois de uma rápida discussão sobre a emenda do vereador Joel Garcia (PP), os parlamentares não acataram o argumento de deixar a definição do horário para livre negociação entre os patrões e empregados. Garcia afirmou que a negociação trabalhista não estava na pauta do Legislativo. ''Estamos discutindo a legislação municipal nesta Casa.''
Logo após a votação, com 5 votos contrários (Rony Alves, do PTB, Lenir de Assis, do PT, Marcelo Belinati, do PP, Jacks Dias, do PT, e Sebastião dos Metalúrgicos, do PDT) e 14 favoráveis à abertura no segundo sábado, a sessão foi suspensa para que os presidentes da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, e do Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista, Manoel Teodoro da Silva, defendessem os seus pontos de vista.
De acordo com Teodoro da Silva, ''diminuiu um pouco o nosso poder de negociação com os patrões, mas ainda temos o consolo de negociar os demais sábados''. O sindicato dos empregados ainda conta com a sequência da tramitação do projeto. ''Ainda tem a possibilidade de veto do Executivo'', afirmou ele.
Nivaldo Benvenho questionou a declaração do sindicalista sobre a remuneração no comércio. ''Não é verdade que temos o pior salário. Como ele pode falar isso se está há tanto tempo no poder!''. Para Teodoro, o presidente da Acil ''não tem competência para falar sobre isso.''
Com galerias lotadas, especialmente por trabalhadores no comércio, a sessão teve início por volta das 19h40 com a discussão dos pareceres contrários da Comissão de Justiça, que foram todos rejeitados. Outra emenda rejeitada que desagradou os empresários foi a abertura do comércio em dezembro. ''É uma pena, mas ficamos na dependência da negociação de jornada quando poderíamos ter uma lei definindo a abertura até as 22 horas'', admitiu Benvenho.


