Câmara analisa status de ministro para Meirelles
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segunda-feira, 29 de novembro de 2004
Cida Fontes e <br>Rosa Costa<br>Agência Estado 
Brasília, DF- A oposição e o governo voltam a se confrontar esta semana no Congresso por conta de mais uma medida provisória polêmica, mas considerada fundamental para a estabilidade financeira, na avaliação do Palácio do Planalto. A MP que dá status de ministro ao presidente do Banco Central é o segundo item da pauta da Câmara e ainda precisa ser apreciada pelo Senado até o dia 13, quando perde a validade se não for aprovada. O líder do governo, deputado professor Luizinho (PT-PT), disse ontem estar confiante na aprovação e afirmou que a medida é inegociável.
''Não temos outra alternativa e precisamos aprová-la'', garantiu o líder, acrescentando que a idéia de rejeitar a MP e tentar aprovar uma emenda constitucional já está totalmente afastada. Inicialmente, essa solução chegou a ser cogitada até mesmo pelo presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP). Mas, na sexta-feira, durante reunião no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, foram categóricos ao pedir a aprovação da MP. ''Enquanto não temos uma emenda constitucional, vamos aprovar essa medida'', disse o deputado Luizinho.
Diante da insistência da área econômica em aprovar o suporte jurídico para blindar Henrique Meirelles, João Paulo prometeu reforçar a estratégia para arregimentar votos na oposição. A exemplo do que acontece com os ministros, a MP permite o julgamento do presidente do BC pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Desde que o procurador-geral da República, Claúdio Fonteles, considerou a MP inconstitucional, o clima político se acirrou ainda mais entre as forças políticas.


