Câmara analisa 'ressalvas' nas contas de Nedson
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Primeiro objeto de discussão da sessão de ontem na Câmara Municipal de Londrina, a prestação de contas de 2006 do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT) foram encaminhadas para análise da assessoria jurídica e da Controladoria da Casa. Seguindo orientação do Ministério Público Estadual, os pareceres das comissões de Justiça e de Finanças pediam a desaprovação da prestação de contas baseados em 11 ''ressalvas graves'' feitas pelo Tribunal de Contas do Estado.
O presidente da Comissão de Justiça, vereador Joel Garcia (PDT) alegou que como o Tribunal de Contas ''é muito político'', seguiu orientação do MP e recomendou a desaprovação das contas do ex-prefeito. ''Foram 11 ressalvas (feitas pelo TC), todas com gravidade altíssima. A mais grave, a meu ver, foi a movimentação de verbas entre as secretarias - mais de 600 dentro do orçamento - que é coisa de quem estava, no mínimo, sem planejamento para gerir o Município'', opinou.
No entender das comissões, no exercício de 2006, a administração do ex-prefeito teria agido ainda com ''falta de objetividade na arrecadação municipal''. Também não teria pago precatórios, mesmo tendo sido notificada a fazê-lo antes de julho de 2005.
O líder do PT na Câmara, vereador Jacks Dias, rebateu as críticas dizendo que tudo não passava de ''politicagem''. ''O Tribunal aprovou as contas com ressalvas, mas essas ressalvas não fundem mérito em questão de desvio de dinheiro ou qualquer irregularidade na gestão e sim devido a formalidades que foram justificadas pela greve de 2006, que prejudicou a arrecadação do município e também os pagamentos'', arguiu.
A discussão acabou retirada da pauta e encaminhada para análise da Assessoria Jurídica e da Controladoria da Câmara, que tem até segunda-feira para dar uma posição. Os vereadores voltam a discutir o tema na sessão da terça-feira.


