A data de posse dos suplentes dos vereadores afastados Sidney de Souza (PTB), Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) e Jamil Janene (PMDB) só deverá ser definida no início da próxima semana quando a Mesa Executiva receber, da Controladoria da Casa, análise do impacto financeiro que a convocação deverá gerar ao orçamento. O posicionamento foi tirado ontem no final da tarde após reunião dos membros da Mesa, que encaminharam ofício ao controlador José Alfredo de Paula Junior. A partir do estudo, podem ser definidas medidas de contenção caso seja extrapolado, por exemplo, o limite de gastos com pessoal imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No caso do Legislativo, os gastos com folha de pagamento não podem superar 70% da receita.
  Com a convocação dos três suplentes – João Scaff e Cleidival Fruzeri, do PTB, e Sebastião Raimundo, do PDT – e os afastamentos de Jamil, Souza e Tamarozzi mais os afastamentos vigentes desde março de Flávio Vedoato (PSC), Renato Araújo (PP) e Osvaldo Bergamin (sem partido), a Câmara poderá arcar por tempo indeterminado, até dezembro, com os pagamentos de 24 vereadores. Isso porque as liminares, por força de lei, impedem que os processados tenham a remuneração prejudicada enquanto prevalece o afastamento.
  O estudo pedido pela presidente em exercício que assumiu oficialmente ontem, Maria Ângela Santini (PT), é o mesmo que o procurador jurídico da Câmara, Airvaldo Stella Alves, havia pedido ao controlador esta semana, conforme antecipou ontem a FOLHA. Alves pediria já ontem os resultados à Controladoria, mas não compareceu ao Legislativo e, segundo a presidente, a análise de impacto financeiro também não foi finalizada. Pelo que a reportagem apurou, entre os itens de análise de Paula Junior estão não apenas o gasto extra com os vereadores afastados, como também eventuais indenizações trabalhistas a assessores deles que sejam exonerados.
  De acordo com Maria Ângela, o estudo do orçamento ‘‘não afetará a convocação dos suplentes’’. Seria, segundo ela, uma ‘‘precaução’’ para o caso de ser necessária a adoção de medidas administrativas. ‘‘É uma questão de segurança para poder convocar esses substitutos’’, ponderou.

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