A Controladoria da Câmara de Vereadores de Londrina deve apresentar à Presidência da Casa, até o final desta semana, um estudo preliminar dos balanços de 2001 a 2006 da Sercomtel Fixa.
A informação é do controlador-geral da Casa, José Alfredo de Paula Junior, que anexou o balanço de 2006 da telefônica, publicado anteontem na imprensa, à análise encomendada há mais de uma semana pelo presidente, vereador Sidney de Souza (PTB), nos balanços anteriores.
De acordo com Paula Junior, tão logo os primeiros resultados sejam apresentados a Souza, o órgão iniciará o estudo ''mais a fundo'' para embasar a Câmara diante da possibilidade de estadualização da empresa.
''Estamos comparando os percentuais em que cada conta aumentou, de um ano para o outro (dentro da chamada análise horizontal), e os percentuais de quanto cada conta corresponde no grupo contábil a que pertence (análise vertical)'', explicou. ''Depois dos balancetes detalhados (dos anos de 2001, 2002 e 2006) que constam do pedido de informações do presidente, da semana passada, é que a análise poderá ser aprofundada e estendida à Celular, às controladas e às coligadas.''
Contador, Souza antecipou parte de uma ''análise superficial'' feita na segunda-feira entre ele, o controlador e os dois contadores da Câmara no balanço de 2006. ''Só as coligadas deram mais de R$ 6,06 milhões de prejuízo ano passado, sendo que a provisão para perdas era de R$ 5,655 milhões. Em cima da receita operacional bruta de R$ 205 milhões, em 2006, isso equivale a dizer que, sem as coligadas, a Fixa teria tido um prejuízo de apenas R$ 405 mil em 2006 - menos de 0,2% da receita, mensalmente'', disse. ''Seria um prejuízo totalmente aceitável, uma vez que até 3%, na contabilidade, são suportáveis. É preciso dar transparência a isso em uma audiência pública.''

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