Os deputados federais voltaram de um recesso de dez dias e ainda não votaram nenhum projeto. Para evitar críticas, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), convocou sessão extraordinária para hoje de manhã, quando deverão ser votados temas menos polêmicos. Os projetos prioritários da Câmara neste semestre são a prorrogação do FEF (Fundo de Estabilização Fiscal), a reforma administrativa - duas emendas constitucionais que exigem quórum alto - e a lei eleitoral - sem consenso na base governista.
‘‘O governo não se entende e paralisa esta Casa. O Congresso não vota porque o governo não quer’’, disse o deputado José Genoino (PT-SP). Genoino afirmou, em tom de brincadeira, que a oposição não sabe mais como fazer obstrução - estratégia em que os deputados saem do plenário para evitar a votação de determinado projeto. ‘‘O governo tomou esse instrumento da minoria’’, disse. ‘‘A inexistência de votações não foi por inércia. Foi por questões regimentais’’, afirmou o líder do PSDB, Aécio Neves (MG). Até ontem, a pauta da Câmara estava trancada pelo projeto que institui o Sistema Financeiro Imobiliário.

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