Câmara aguarda parecer da promotoria sobre vereador
Câmara aguarda parecer da promotoria sobre vereador Arquivo FolhaAraújo: Orquestração para desmoralizar o Legislativo A Câmara de Vereadores de Londrina não pretende tomar qualquer medida em relação ao vereador Antenor Ribeiro (PPB), que está sendo investigado pelo Ministério Público (MP). A promotoria suspeita que livros do vereador tenham sido pagos com dinheiro público. O vereador preside a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara que apura desvios de verba na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). Ontem, os vereadores afirmaram que pretendem aguardar as conclusões da investigação do MP. O vereador afirma que pagou do próprio bolso. Não se pode precipitar qualquer tomada de posição, sob pena de cometermos uma injustiça, argumentou Salvador Francisco (PSB), membro da CEI. Ele disse que a comissão deve conversar sobre o assunto ainda hoje. Outro membro da CEI, Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), reconheceu que a investigação pegou a maioria dos vereadores de surpresa. Mas a CEI deve conversar sobre esse assunto. Ele defendeu a apuração da denúncia pelo Ministério Público. Antes de se tomar qualquer medida é preciso investigar. Tercílio Turini (PSDB) ficou sabendo da investigação em relação a Ribeiro pela Folha. A denúncia é grave, mas não temos elementos para fazer julgamento. Vamos aguardar o Ministério Público, afirmou. Elza Correia (PMDB) também acredita ser prudente esperar pelo fim da investigação da promotoria. Se eventualmente for provado algum envolvimento da prefeitura no pagamento dos livros, aí é outra conversa, mas até que se conclua a investigação no MP não se pode dizer nada do vereador. Antenor Ribeiro voltou a dizer ontem que pagou do próprio bolso R$ 17,5 mil pela impressão de 20 mil unidades do livro Nunca é Tarde Pra Dizer. A publicação, com poemas do vereador, foi usada como material de campanha eleitoral em 98. Na contracapa, traz fotos do então candidato a deputado estadual Antônio Carlos Belinati (PSB) e a deputado federal Alex Canziani (PSDB), além de recomendar aos eleitores, nas páginas iniciais, que votem neles. Os livros foram impressos na gráfica Maxiprint e as notas fiscais referentes aos serviços foram emitidas em nome da Prefeitura de Londrina. Ribeiro disse que a CEI continua seus trabalhos normalmente e que ontem apresentou um pedido na Câmara para que a prefeitura preste informações sobre as denúncias. Quero que o Executivo informe se houve algum pagamento para qualquer trabalho gráfico, afirmou. O presidente da Câmara, Renato Araújo (PPB), disse que o pedido de informações foi uma sugestão sua a Ribeiro. Se essa despesa foi paga pela prefeitura, que ela mande empenho e o comprovante de pagamento, afirmou Araújo, que acredita em uma orquestração contra a Câmara para tentar desmoralizar o Legislativo. Ele disse que, pelo que conhece do colega de bancada, se a denúncia tivesse procedência, o próprio vereador pediria para se afastar e ser destituído da presidência da CEI AMA-Comurb. (P.Z.)





