Se dependesse dos vereadores, os alunos da rede municipal teriam várias disciplinas diferentes no currículo escolar. Cinco leis aprovadas nas legislaturas anteriores tornam obrigatórias as aulas de primeiros socorros (de autoria de Júlio Bispo), meio ambiente (de Luiz Eduardo Cheida), artes marciais e cultura afro-brasileira (ambas de Célio Guergoletto). Relevantes ou não, as cinco disciplinas nunca saíram do papel.
Mesmo sabendo que elas não resultaram em nada, vereadores da atual legislatura insistem em tentar aprovar novas leis tornando obrigatórias outras matérias no currículo escolar. O vereador Antônio Ursi (PT) propõe a formação política nas escolas, Beto Scaff (PSDB) defende a inclusão da língua espanhola, Adalberto Pereira da Silva (PFL) quer tornar obrigatório o ensino religioso e Jorge Scaff (PDT) pensa em pedir a inclusão da economia doméstica nas discussões entre professores e alunos.
Mas não é nova a vontade dos vereadores de ampliar o currículo da rede pública com disciplinas que eles consideram importantes. Em 1963, o então vereador Raphael Lamastra aprovou projeto (naquela época a palavra projeto levava acento agudo no E), tornando obrigatório o ensino da Constituição Federal nas escolas.
Outra prática antiga que se repete na atual legislatura é a apresentação de projetos de lei já existentes. Uma delas, de autoria de Luiz Carlos Tamarozzi (PL), aprovada na Câmara e vetada pelo prefeito Antonio Belinati (PDT), instituía a campanha educativa para a coleta e a reciclagem do lixo urbano, cujo assunto já mereceu quatro leis aprovadas na legislatura passada. (P.Z.)

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