Após muita discussão, os vereadores de Londrina decidiram não votar, na tarde de ontem, o projeto do Executivo que pretende reduzir a tarifa do transporte coletivo de R$ 2,25 para R$ 2,20. O diretor de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson de Jesus, esteve no plenário para ''responder as dúvidas dos vereadores'', mas após consenso dos parlamentares, que alegaram não terem lido a matéria e desconhecer detalhes importantes do projeto, o vereador Roberto Fu (PDT), líder do prefeito na Casa, decidiu retirar o projeto de pauta e adiar a votação para a próxima terça-feira (15).
Com a decisão, ''os usuários do transporte coletivo terão que esperar um pouco mais para ver a redução da tarifa'', afirmou Jesus. O projeto, que entrou na pauta em caráter de urgência, ainda pode sofrer alterações por parte dos parlamentares já que propõe usar cerca de R$ 7 milhões de subsídios do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), orçado previamente em pouco mais de R$ 28 milhões para este ano, para arcar com o custo da redução da passagem por parte das empresas de transporte coletivo de R$ 2,34 para R$ 2,20. Segundo Joel Garcia (PTN), o Executivo poderia isentar o transporte coletivo para todos os estudantes matriculados em escolas regulares, inclusive em cursos profissionalizantes da cidade, usando mais recursos do ITBI.
Wilson de Jesus afirmou que a emenda proposta por Garcia terá que ser estudada. ''Não fizemos esse projeto levando em consideração o subsídio de 100% do passe para os estudantes e sim de 50%, que já é dado hoje. Se essa emenda for votada teremos que ver se há condições de arcar com o custo. Se não tivermos condições financeiras teremos que analisar a possibilidade de veto'', ressaltou.
O vereador Joel Garcia defendeu sua emenda e afirmou que no final do ano a previsão orçamentária do ITBI era de R$ 18 milhões e com o aumento deste ano a prefeitura poderá arcar com a isenção. ''Além disso vou apresentar um substitutivo que vai retirar o Imposto Sob Serviço (ISS) das empresas, hoje de 4%, e a Taxa de Administração de 6% que a CMTU recebe. Assim o prefeito conseguiria, se ele quisesse, reduzir a tarifa para R$ 2. Só não vai passar se o pessoal do prefeito não quiser'', concluiu.

Menos tarifa
O projeto de lei do vereador Jacks Dias (PT) para que na Lei Orgânica do Município conste a isenção do passe para os estudantes foi despachado para as Comissões Permanentes da Câmara na tarde de ontem. Jacks, juntamente com Joel Garcia, defendeu que a prefeitura pode arcar com os custos do passe livre. ''Pedimos informações para a prefeitura para resolver essa questão e tirar a dúvida. Em 15 dias os documentos chegam. Se hoje a prefeitura arca com R$ 6 milhões para meio passe, com mais R$ 4 milhões ou R$ 5 milhões ele paga o passe livre'', finalizou.

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