Câmara adia autorização para demitir servidores
A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu adiou, por tempo indeterminado, a votação do projeto de lei 91/98, de autoria do prefeito Harry Daijó (PPB), que propõe a demissão de 450 servidores e a extinção de três secretarias e três empresas de economia mista ligadas à administração municipal. Na primeira tentativa de votação, anteontem à noite, em sessão extraordinária, houve tumulto e os vereadores só conseguiram deixar o plenário escoltados por policiais militares e guardas municipais.
Um grupo de cerca de 200 ameaçados de demissão, que ocupou a Câmara para protestar contra a decisão do prefeito, jogou ovos e moedas nos vereadores. Alegando falta de segurança, o presidente da Casa, Hermes Vetorello (PFL), integrante da bancada de apoio a Daijó, decidiu suspender a votação.
Na avaliação da oposição, a medida foi uma manobra governista, para evitar que o projeto fosse rejeitado. Pelos cálculos da oposição, o projeto seria derrotado por 11 votos a 9. Além dos seis vereadores da bancada oposicionista, de acordo com essa previsão votariam contra cinco integrantes da bancada de situação, descontentes com a medida. A Câmara de Foz é composta por 21 vereadores. O vereador Chico Noroeste (PSC), eleito deputado estadual, não compareceu à votação.
Em entrevista à Folha, ontem, Vetorello negou a suposta manobra. Com o tumulto que estava não era possível votar nada, afirmou. Ele disse não ter previsão de quando o assunto voltará à pauta. Vetorello afirmou também que os vereadores precisam de mais tempo para avaliar a proposta. Por ter sido enviado em regime de urgência, o projeto de lei só poderá ser votado em sessão extraordinária.
Com a reforma administrativa, a prefeitura quer economizar R$ 1,2 milhão por mês. Seriam extintas as secretarias de Comunicação Social, Controle Interno e Coordenação e Planejamento e as empresas de economia mista Foztur (de fomento ao turismo, principal atividade econômica do município), Cohafoz (habitação) e a Companhia de Desenvolvimento (Codefi). Os 450 servidores que deverão ser demitidos representam 10% do funcionalismo municipal (4,5 mil pessoas).Para conter despesas Harry Daijó pretende demitir funcionários da prefeitura de FozValmir Denardin





