Câmara acusa prefeita de falsificar documento
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sexta-feira, 01 de janeiro de 1999
Lucinéia Parra 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instituída pela Câmara de Vereadores de Mandaguari (33 quilômetros de Maringá) divulgou segunda-feira à noite, em sessão especial, o relatório final dos trabalhos de investigação contendo denúncias contra a prefeita, Maria Inês Botelho (PSDB). O relatório, assinado pelo vereador Vitório Toninho Cesário (PPB) aponta a prefeita como a responsável pela falsificação dos balancetes da prefeitura de Mandaguari para obtenção de empréstimo junto ao Paraná Urbano e Banco Mundial.
Ainda conforme a CPI, a prefeita teria contraído empréstimos para uso particular junto ao Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal e pago a dívida com dinheiro da prefeitura. Ela também teria beneficiado alguns funcionários, lesando o município em aproximadamente R$ 25 mil. Entre as denúncias, a mais grave, de acordo com Cesário, é a adulteração do balancete da prefeitura para que o município tivesse capacidade de endividamento de R$ 817 mil.
De acordo com a prefeita, os vereadores pegaram carona nas denúncias que ela apresentou no dia 11 de setembro ao Ministério Público e Delegacia da Polícia Civil. Conforme Maria Inês, todas as denúncias contidas no relatório da CPI foram copiadas do relatório elaborado por ela que aponta o ex-secretário de Administração e Finanças da Prefeitura de Mandaguari, Antonio Donizete Pereira de Castro e o ex-chefe do Departamento de Recursos Humanos, Valdecir Luiz, como os principais acusados pelas irregularidades. Os dois foram demitidos. Eu não iria mandar investigar e apresentar um relatório que aponta as irregularidades se eu estivesse envolvida, defendeu-se. Segundo a prefeita os relatores da CPI foram tendenciosos ao apresentar o relatório apenas 50 minutos antes da sessão especial. Os demais vereadores, que não participaram da CPI não tiveram tempo de consultar os documentos e checarem as denúncias, disse.


