No dia em que a Prefeitura de Londrina expediu decreto prorrogando por mais seis meses o contrato com a Sanepar agora já são 33 meses de medidas do gênero , a Câmara de Vereadores atendeu os apelos do Executivo e manteve o veto do prefeito Nedson Micheleti (PT) à proposta aprovada ano passado pelos parlamentares.
A decisão derruba o substitutivo ao projeto de lei do Executivo em tramitação na Casa desde setembro de 2004. A alteração foi proposta por uma comissão de vereadores formada para estudar a matéria, e que conseguiu nas últimas sessões de 2005 a aprovação de mudanças como a não dispensa de licitação e a atribuição do gerenciamento à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema). A Prefeitura pedia que fosse a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e que houvesse dispensa da concorrência, por se tratar a Sanepar de empresa pública. Nedson chegou a afirmar que recorreria a uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra o projeto, se o veto fosse derrubado.
Por 12 votos a oito, os parlamentares mantiveram a decisão do Executivo e agora aguardam o envio de um novo projeto. O secretário de Governo de Londrina, Adalberto Pereira da Silva, disse que vai se reunir hoje com o prefeito para definir a data para isso. ''Mas vamos manter vários itens do original, especialmente o que diz respeito à CMTU e à definição da tarifa'', explicou.
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e membro da comissão especial que propôs o subsitutivo, o vereador Sidney de Souza (PTB) justificou o voto favorável ao veto o parecer da CCJ pedia a derrubada como forma de evitar um ''imbróglio judicial'' com a Prefeitura. ''A concessão não pode ficar refém da morosidade judicial'', argumentou, após um longo e inflamado discurso em Plenário justificando a necessidade de derrubar o veto.
Decepcionado com o anulamento dos meses de trabalho à presidência da comissão especial, Tercílio Turini (PPS) arriscou: ''O prefeito já mostrou que temum acordo com a Sanepar. Chamou a base e conseguiu o que queria''.

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