Após mais de uma hora de discussão, a Câmara de Vereadores de Londrina acatou pedido da Comissão Municipal da Cidade (CMC) e prorrogou por 45 dias o prazo para que o órgão emita pareceres sobre os projetos de lei de Uso e Ocupação do Solo e de Sistema Viário. A data limite era 27 de março, um mês após o recebimento.
A concessão tomou mais de uma hora de discussão ontem, no Legislativo. Os vereadores se indignaram com a ausência do motivo da solicitação e de estipulação de prazo.
Os dois projetos fazem parte do Plano Diretor. O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) protocolou os textos em setembro do ano passado, mas retirou para encaminhar nova redação contemplando pedidos de moradores recolhidos durante a Semana Técnica. O substitutivo foi protocolado no dia 20 de dezembro, véspera do recesso do Legislativo. Ao retornarem aos trabalhos, foi necessário fazer nova adequação para, só então, encaminhar ao CMC para parecer técnico.
A indignação dos vereadores aumentou quando Gabriela Fontoura, membro do CMC, disse que os projetos sequer haviam sido analisados ainda. Rony Alves (PTB), então, ligou para o presidente do conselho, Osmar Ceolin Alves – também presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Norte do Paraná – para que comparecesse ao Legislativo.
Alves justificou que o projeto só não foi verificado por um grupo de trabalho formado na última reunião, mas que a leitura já vinha ocorrendo por parte dos membros. "Estamos analisando o Plano Diretor completo, com todos os seus substitutivos. Pegamos cada zona, comparamos os documentos e os mapas. Para dar um parecer, temos que estar bem embasados", disse.
Após a análise do CMC, os projetos retornarão à Câmara para emissão de pareceres, mas, como se tratam de planos, tramitarão com prazos especiais: cada comissão terá o dobro do tempo para estudos. Após isso, nova audiência pública deve ser realizada.

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