Brasília - O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), determinou ontem abertura de uma sindicância para apurar denúncias de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram vítimas de um esquema de venda clandestina de bilhetes destinados aos parlamentares.
A suspeita é que funcionários de gabinetes repassavam parte da cota de passagens não utilizada pelos deputados para agências de viagens.
A sindicância vai ser integrada por técnicos da área administrativa e terá 60 dias para apresentar um parecer. Eles vão investigar se houve desvio de recursos e de conduta.
Temer deve convocar a Mesa Diretora da Câmara na próxima semana para discutir se mudam o sistema de fiscalização e ampliam as restrições para o uso da cota de bilhetes aéreos. A Mesa adotou na semana passada uma medida determinando que apenas um servidor escolhido por deputado fique responsável pela emissão das passagens.
Os nomes dos presidente do STF, Gilmar Mendes, e do ministro Eros Grau aparecem como beneficiários de cotas de passagens da Câmara, informa o site Congresso em Foco.
Segundo reportagem do site ''Congresso Em Foco'', Mendes e o colega Eros Grau aparecem como beneficiários na cota dos deputados Paulo Roberto (PTB-RS) e Fernando de Fabinho (DEM-BA), respectivamente.
Paulo Roberto informou que demitiu um servidor por suspeita de práticas de ilegalidades na administração dos bilhetes. O deputado baiano não foi localizado pela reportagem.

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