Brasília - O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), instaurou ontem os processos de cassação contra 67 deputados, acusados pela CPI dos Sanguessugas de suposto envolvimento com a máfia das ambulâncias. Também foram incluídos entre os processados mais dois deputados:
B. Sá (PSB-PI) e Domiciano Cabral (PSDB-PB).
B. Sá é acusado de de participar de esquema semelhante ao da máfia dos sanguessugas. O deputado apresentou emenda ao Orçamento da União para a construção de uma barragem no sul do Piauí em troca de R$ 15 mil pagos pelas empreiteiras responsáveis pela obra. Domiciano Cabral foi flagrado numa conversa em que também negocia a apresentação de emendas, mas no caso dele não ficou comprovado o pagamento de propina.
O presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PTB-SP), nomeou o deputado José Otávio Germano (PP-RS) como relator dos dois processos. Os demais relatores serão definidos em 4 de setembro. O conselho tem 15 titulares e 15 suplentes, mas o presidente e o corregedor não podem relatar. Inicialmente, será sorteado um processo para cada um dos 28 integrantes do conselho aptos a assumir relatorias - o presidente do colegiado, Ricardo Izar (PTB-SP), e o corregedor da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI), não podem ser relatores.
Izar anunciou, também, que a renúncia dos outros deputados que foram listados pela CPI Coriolano Sales (PFL-BA) e Marcelino Fraga (PMDB-ES) foram publicadas ontem no Diário do Congresso.
O presidente do Conselho de Ética do Senado, senador João Alberto (PMDB-MA), informou ontem que o conselho recebeu uma denúncia e não uma representação da CPI dos Sanguessugas contra três senadores acusados de envolvimento na máfia das ambulâncias. Com isso, o Conselho começa a apurar hoje se há ou não indícios para a abertura de processos para a cassação de mandatos dos senadores Ney Suassuna (PMDB-PB), Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT). A manobra atrasará a abertura de processo para cassação do mandato desses parlamentares. (Com Folhapress)

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