Calmon aponta que banqueiros são gente ''malvista''
Agência Estado
De Brasília
O ex-presidente do Banco Econômico Ângelo Calmon de Sá afirmou ontem, na CPI dos Bancos, que não gostaria voltar a ser banqueiro, pois os banqueiros são malvistos pela sociedade. Ele reclamou da baixa rentabilidade do setor.
O ex-banqueiro se defendeu das acusações de que os diretores do banco teriam remetido dinheiro ao exterior e disse que, do ponto de vista líquido, houve mais ingressos do que remessas. Disse que, em 1995, antes da liquidação do Econômico, foram remetidos US$ 400 milhões ao exterior, mas em 1993 havia ingressado mais de US$ 1 bilhão.
Ele comentou, ainda, o caso do Bamerindus e disse que a demora do Banco Central em encontrar uma solução para a instituição prejudicou o banco, que teve que pagar um custo muito alto pelos empréstimos de liquidez que teve que tomar no BC. Isso custou um caminhão de dinheiro, observou.





