O gerente de mercado da superintendência regional da Caixa Econômica Federal (CEF) de Londrina, Roberto Bachmann, garantiu ontem que o contrato existente entre a instituição e a empresa de Vigilância Principal foi realizado por meio de licitação, de acordo com a lei 8.666 (Lei das Licitações) e sem a interferência de políticos. ‘‘Posso garantir que foi feito sob a égide da lei’’, assegurou.
A polêmica surgiu porque o deputado federal José Janene (PPB) havia dito que ajudou a Principal na obtenção da concessão do serviço, ao negar que tenha recebido caixinha mensal de R$ 21 mil da empresa por essa ajuda. Segundo Roberto Backmann, não há possibidade de o deputado ter feito contatos com a CEF em nome da Principal. ‘‘Só aqueles que têm procuração da CEF podem falar pela Caixa Econômica’’, afirmou. Ele disse ainda que todas as contratações da CEF estão sob a fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU).
O deputado José Janene garantiu à Folha que não manteve qualquer contato com a Caixa no sentido de favorecer a empresa Principal e que apenas fez um trabalho de ‘‘aproximação entre a empresa e a Alvorada’’, que anteriormente prestava o serviço de vigilância bancária para a CEF. ‘‘Tive que fazer esse trabalho porque a Principal precisava assumir encargos da Alvorada. Não fiz nenhum contato direto com a Caixa’’, garantiu o deputado. Pelo contrato, a Principal passou a fazer a vigilância bancária para mais de 200 agências da Caixa somente no Paraná. (L.R.)

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