Caixa 2 se transforma em batalha jurídica
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quinta-feira, 25 de julho de 2002
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O indiciamento do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), no inquérito da Polícia Federal sobre a existência de um suposto caixa 2 na campanha de 2000, que o reelegeu, gerou uma discussão judicial. Novo despacho do juiz relator do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Jaime Stivelberg, na noite de anteontem, reafirmando a liminar anterior e solicitando que o processo retornasse ao TRE, causou confusão.
Os autos, contendo as investigações, já estavam sob poder do Ministério Público. O promotor Valclir Natalino da Silva passou o dia defendendo a permanência dos documentos sob a sua alçada. O promotor, que não descarta a possibilidade de oferecer denúncia, quer continuar a investigar o caso. Já o despacho de Stivelberg tem como objetivo suspender o indiciamento do prefeito.
Valclir Silva disse que foi intimado da decisão do juiz do TRE às 16h25 de ontem, mas não devolveu os autos. Afirmou que a decisão de Stivelberg fere a autonomia do Ministério Público. O imbróglio só deve ser resolvido hoje, em reunião entre o promotor, a procuradora-geral de Justiça, Maria Teresa Uille Gomes, e o procurador eleitoral, João Gualberto Ramos.
A reunião, segundo o promotor, está marcada para as 10 horas da manhã. A assessoria de imprensa do MP informou que Maria Teresa não se manifestaria ontem sobre o caso.
Segundo a assessoria de imprensa do TRE, a Polícia Federal encaminhou ontem esclarecimento referente à impossibilidade de cumprimento de decisão em relação ao habeas corpus concedido a Cassio. O habeas corpus, concedido por Stivelberg determinando que Cassio não fosse indiciado, saiu no mesmo dia em que foi fechado o relatório do inquérito. A assessoria não revelou detalhes sobre o teor do documento, que foi entregue diretamente a Stivelberg.


