Caixa 2 da Interbrazil pode comprometer mais candidatos
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sexta-feira, 07 de outubro de 2005
Agência Estado 
Rio - Candidatos de PT, PSDB, PFL, PL, PSB, PSC e PMDB de 6 Estados podem ser processados se realmente receberam recursos da Interbrazil Seguradora na campanha de 2004, como contou o presidente da empresa, André Marques da Silva, em depoimento à CPI dos Correios, quinta-feira. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só tem registrada uma contribuição, de R$ 275,21, em nome da seguradora no ano passado - curiosamente, tudo o que foi arrecadado pelo candidato a vereador Sivaldo Lira, do PFL de Manaus. O Amazonas não foi citado por Marques no seu depoimento à CPI. Em 2002, a Interbrazil destinou legalmente R$ 3 mil ao senador Romeu Tuma (PFL-SP), integrante da CPI. O uso de caixa 2 para as campanhas tem sido a alegação de deputados acusados de receber recursos do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como operador do mensalão.
Por lei, toda contribuição para campanha eleitoral deve ser registrada. Receber dinheiro sem contabilizá-lo pode ser considerado abuso de poder econômico, uma infração que pode levar à perda de mandato. A prestação de contas de Lira ao TSE, não há contabilização de despesas. Segundo a Justiça Eleitoral, ele teve 1.920 votos e não se elegeu. No caso de Tuma, a doação equivaleu a apenas 0,17% do R$ 1.764.642,33 arrecadado para a campanha, a menor das 33 contribuições oficialmente registradas, a maioria em nome de empresas e bancos, como o Itaú e o Rural.


