Caíto Quintana assume presidência
A Assembléia está nas mãos da oposição até o próximo dia 14, um dia antes do prazo previsto para o encerramento do período legislativo. O deputado do PMDB e fiel-escudeiro do senador Roberto Requião, Caíto Quintana, assumiu o comando em sessão informal ontem pela manhã. Nelson Justus (PTB), o titular do cargo, embarcou ontem à noite, para descanso em Paris e Roma.
‘‘Vamos dar continuidade à votação dos projetos’’, disse Caíto. Para o deputado, a interinidade não é um momento para rompimentos. Por isso, assegurou que vai agir como magistrado na apreciação das matérias do governo. Estão pendentes ainda na AL a lei que trata do IPVA antecipado e a proposta orçamentária do Paraná para o ano que vem. A Lei Orgânica do Ministério Público é outro projeto polêmico que ainda aguarda votação dos deputados.
O presidente interino afirmou que vai manter as sessões noturnas nesta reta final, ‘‘para limpar a pauta’’. ‘‘A Assembléia quer evitar a convocação de período extraordinário. Até o momento não tem nada de urgente que justifique uma convocação desse porte’’, disse Caíto. Justus concordou com o seu substituto. ‘‘Vamos acabar tudo no dia 15 agora. A menos que o governo do Estado apresente alguma mensagem urgente de última hora’’, assegurou.
Essa é a primeira vez que Caíto assume o mais alto cargo do Poder. Deputado pela quinta vez consecutiva, ele tentou no início do governo Requião, em 1991, eleger-se presidente. O peemedebista, entretanto, foi derrotado por Aníbal Khury, que o venceu por um voto. Depois de empossado, Caíto Quintana tinha compromisso marcado com o governador Jaime Lerner (PFL). Nelson Justus queria colocar o governador e o deputado frente a frente. Mas Caíto não aceitou. Lerner também viaja para o exterior. Vai aos Estados Unidos. No período em que fica fora do Brasil – é quase o mesmo da licença de Justus – o governo será comandado pela vice-governadora Emília Belinati (PTB). (L.D.)

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