Curitiba - O ritmo das investigações sobre irregularidades na campanha à reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), caiu drasticamente após o processo deixar de tramitar no Ministério Público (MP) estadual, no dia 4 de fevereiro. A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria Eleitoral (órgão vinculado à Justiça Eleitoral), que são as responsáveis por solicitar novas diligências nessa fase de caso, não determinaram a tomada de nenhum depoimento nos últimos 20 dias. Os promotores do MP ouviram 39 testemunhas durante os três meses que responderam pelo processo.
O delegado regional Ademir Gonçalves já adiantou que a PF irá se ater apenas aos documentos recebidos pelo órgão, sem solicitar a presença de novas testemunhas. A PF pretendia realizar uma auditoria em todas as notas fiscais e recibos citados no livro-caixa redigido pelo tesoureiro da campanha de Cassio, Francisco Paladino Júnior, mas o juiz eleitoral Espedito Reis do Amaral não vê a necessidade dessa diligência neste momento.
O procurador eleitoral Luiz Sérgio Langowski também não decidiu ainda se formulará denúncia contra o prefeito, solicitará novas diligências ou arquivará o processo. Procurado pela reportagem da Folha, Langowski afirmou através de sua assessoria que ‘‘o processo é composto por muitos volumes, e que levará mais tempo para analisá-lo’’.
Langowski também avalia um recurso encaminhado pelo promotor Valclir Natalino da Silva no dia 14 de novembro de 2001, pedindo a rejeição das contas de Cassio. Não há previsão de quando o recurso será encaminhado para ser julgado pelo plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Os magistrados do órgão também não julgaram o mérito de um habeas corpus encaminhado ao TRE no dia 9 de janeiro.

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