Brasília - O primeiro ano do governo Dilma Rousseff registrou redução nos gastos com cartões corporativos. Os gastos caíram de R$ 80 milhões em 2010 para R$ 58,7 milhões no ano passado. Mesmo descontando as despesas extras com o Censo 2010 (R$ 15,5 milhões), a economia foi de 9%.
Os gastos secretos tiveram uma pequena queda - de R$ 32 milhões para R$ 29,9 milhões. Sem o Censo, o percentual de gastos secretos em relação ao total das despesas com os cartões foi mantido em torno de 50% no ano passado. As despesas protegidas por sigilo tiveram maior redução percentual na Secretaria de Administração da Presidência da República, que cuida dos gastos da presidente Dilma. Caíram de R$ 6,2 milhões em 2010 para R$ 5,2 milhões no ano passado - 16% em um ano.
Os gastos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), integralmente sigilosos, mantiveram-se no mesmo patamar, passando de R$ 11,2 milhões para R$ 11,3 milhões. Considerando a inflação de 6,5% no ano, houve até uma pequena redução. No ano anterior, havia ocorrido um crescimento de 65% nos gastos da Abin. A Polícia Federal diminuiu os seus gastos sigilosos de R$ 13,7 milhões para R$ 12,6 milhões.

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