Cai aprovação do governo Lula segundo CNI/Ibope
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Fabio Graner<br>Agência Estado 
Brasília - A avaliação positiva do governo Lula piorou em setembro na comparação com junho, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope divulgada ontem. Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados avaliaram o governo como ótimo ou bom ante 50% em junho. A avaliação regular oscilou de 33% para 32%, enquanto o porcentual de ruim/péssimo subiu de 16% para 18% de junho para setembro.
''Os principais itens de imagem registram leve queda, enquanto a maioria das avaliações das áreas específicas de atuação do governo sofre variação negativa mais expressiva. De maneira geral, a popularidade do governo Lula permanece em patamar elevado, mas várias de suas ações sofrem neste momento uma avaliação mais crítica'', diz o documento, conhecido hoje, com análise elaborada pela MCI Estratégia.
A consultoria considera que os itens que compõem a agenda econômica, como inflação e desemprego, que tiveram variações negativas na avaliação da população sobre o governo, ajudam a entender a oscilação negativa na avaliação do governo.
Ainda de acordo com a pesquisa CNI/Ibope, a aprovação na maneira do presidente Lula governar recuou 3 pontos porcentuais, de 66% para 63%. A desaprovação ao presidente, por sua vez, subiu de 30% para 33% de junho para setembro. A nota média para o governo Lula caiu de 6,7 para 6,6. A confiança no presidente recuou de 61% para 60%. Entre os entrevistados, 37% disseram que não confiam no presidente ante 35% no levantamento anterior.
A pesquisa também mostrou um aumento da preocupação dos brasileiros com a inflação e o desemprego nos próximos seis meses. De acordo com o levantamento, 52% dos entrevistados acreditam que a inflação vai aumentar no período. Em junho, 40% esperavam um aumento nos índices de preços. Para 28%, a inflação não vai mudar no próximo semestre, ante 38% na pesquisa anterior. Para 15%, a inflação vai diminuir nos próximos meses.
Em relação ao desemprego, subiu de 48% para 52% o total de entrevistados que esperam elevação. Já 26% das pessoas consultadas esperam uma diminuição do desemprego, ante 25% na pesquisa anterior. Para 19%, o desemprego não vai mudar nos próximos meses.
No combate ao desemprego, a aprovação cedeu de 45% para 43% e a desaprovação aumentou de 51% para 53%. Em relação aos impostos, a aprovação se manteve estável, em 27%, enquanto a desaprovação subiu de 65% para 67%. Em relação à segurança pública, a aprovação ao governo teve ligeira alta, de 35% para 36%, enquanto a desaprovação ficou estável em 61%.
A pesquisa CNI/Ibope foi realizada entre 13 e 18 de setembro, e ouviu 2.002 pessoas, em 142 municípios. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para cima e para baixo.


