A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado analisa hoje pedido de empréstimo de R$ 3,85 bilhões para o saneamento do Banestado, e sua consequente privatização até meados do ano que vem. Os senadores da CAE analisam o parecer do senador Gerson Camata (PMDB-ES), que já se manifestou favorável à liberação do socorro financeiro. O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, continua em Brasília. Ele acompanha a tramitação da matéria desde o início da semana.
O governo do Paraná precisa da maioria de votos dos 28 senadores da Comissão hoje. Não existe mais a possibilidade de pedido de vistas, como o requerido coletivamente na última terça-feira e que emperrou a matéria por mais dois dias. Aprovado hoje pelos senadores, o pedido de empréstimo vai para uma análise em plenário dos senadores. O Senado tem até o dia 15 de dezembro, para liberar as primeiras parcelas do dinheiro, que será repassado em forma de títulos públicos, segundo o secretário da Fazenda.
O acordo fechado entre o governo e o BC em março desse ano, e que só hoje será analisado pelos senadores, não cobre as transações feitas pela Banestado Corretora envolvendo títulos podres de Santa Catarina, Alagoas, Osasco e Pernambuco, alvo da CPI dos Precatórios. O presidente do Banestado, Manoel Garcia Cid, confirmou a informação. ‘‘Ficamos com o mico’’, declarou. Segundo Neco Garcia, os papéis são de difícil resgate. ‘‘Os que não venceram ainda (cerca de R$ 50 milhões) serão colocados como ativos na Agência de Desenvolvimento’’, informou.
O presidente do Banco disse ontem que os números apresentados pelo governo para provar a falta de liquidez do Banestado, os R$ 4,1 bilhões em passivos, sofreram alteração. ‘‘A diferença não é muito grande’’, não quis adiantar Neco Garcia. Ele disse que os juros aumentaram muito depois de março, mês em que o governo e o BC assinaram o acordo inicial. ‘‘Tivemos também uma recuperação de caixa’’, emendou. Neco Garcia disse que mesmo com a alteração dos valores, o empréstimo continua fechado em R$ 3,75 milhões para o próprio Banco e outros R$ 100 milhões para a Agência de Fomento. (L.D)

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