Arquivo FolhaSoma de forçasMalan e ACM: apoio do ministro e articulação do PFL aprovam pedidosA Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado liberou ontem à noite, por quinze votos contra sete, os três pedidos de empréstimos externos feitos pelo governo do Paraná junto a organismos internacionais, bloqueados desde dezembro de 96. A ‘novela’ dos empréstimos durou mais de 500 dias, em meio à falta de documentação do governo estadual, às manobras e capacidade de articulação dos senadores Osmar Dias (PSDB-PR) e Roberto Requião (PMDB-PR), e a uma série de pareceres nada favoráveis de técnicos financeiros do governo federal.
A ação política do PFL, partido do governador Jaime Lerner, e as ‘amolecidas’ do governo federal foram decisivas. O parecer de Osmar Dias, o relator da matéria, foi vencido. Prevaleceu o voto em separado de Francelino Pereira (PFL-MG), favorável à contratação. Osmar baseou-se no relatório da Secretaria Nacional do Tesouro (STN) para afirmar que ‘‘o Paraná não tem capacidade de pagamento’’. O parecer já havia sido ‘derrubado’ na terça. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, em nota enviada ao presidente da CAE, senador José Serra (PSDB-SP), endossou as operações do Paraná e desconsiderou a análise da STN.
O senador José Eduardo de Andrade Vieira (PTB-PR) concordou com Osmar e Requião, ao criticar a falta de regras para a liberação de empréstimos, mas disse que o governo do Paraná não pode ser ‘‘discriminado e servir de bode expiatório’’. José Agripino (PFL-RN), Levy Dias (PPB-MS) e José Fogaça (PMDB-RS) também saíram em defesa do Estado. Agripino leu durante a sessão correspondência do Bird, assinada por Sione Saliba, do Departamento de Desenvolvimento Urbano da América Latina e Caribe, dando conta que o Paraná está ‘‘em dia’’ com seus compromissos junto ao Programa Paraná 12 Meses.
Os pedidos referem-se a três programas: Paraná 12 Meses; Proem (de melhoria do ensino médio); e Paranasan, de saneamento ambiental, que totalizam US$ 496 milhões, segundo o governo do Estado, ou US$ 456 milhões, conforme relatório do ministro da Fazenda, Pedro Malan.

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