Cadeira no Conselho divide os latinos
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segunda-feira, 22 de setembro de 1997
France Presse Nova Iorque 
France PresseProposta polêmicaLampreia: estamos determinados a ser o representante da AL e CaribeBrasil e Chile colocaram os temas da ampliação do Conselho de Segurança da ONU e de uma cadeira permanente para a América Latina no centro de seus discursos ontem na abertura da 52ª Assembléia Geral, provocando reservas na Argentina.
Enquanto o Brasil deixou clara sua vontade de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança e o Chile apoiou esta posição, a Argentina tentou minimizar as divergências, ressaltando que o importante para a região latino-americana era obter uma maior representação.
O Brasil está determinado a assumir o papel de membro permanente representante da América Latina e Caribe, disse o chanceler Luiz Felipe Lampreia ante os líderes de 185 países do planeta, entre os quais o presidente americano Bill Clinton.
Lampreia frisou também a urgência de ampliar o Conselho de Segurança da ONU para refletir o mundo industrializado e em desenvolvimento.
O Conselho de Segurança da ONU é atualmente integrado por quinze membros, cinco deles permanente com direito de veto - Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha - e dez não-permanentes com mandato de dois anos, renovados anualmente em grupos de cinco países.
O Chile apoiou implicitamente a vontade do Brasil de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, recusando a proposta da Argentina, que pretende que a vaga seja rotativa.
Cabe considerar seriamente a possibilidade de que somente um de seus membros ocupe a cadeira permanente que corresponda à região, disse o chanceler chileno, reafirmando que seu país ratifica as decisões adotadas na última cúpula do Grupo do Rio, em Assunção, em agosto passado.
Por sua vez, o chanceler argentino, Guido Di Tella, procurou dar pouca importância às divergências sobre o assunto, num breve encontro com a imprensa imediatamente depois dos discursos de seus colegas brasileiro e chileno.
A proposta do Brasil é somente uma possibilidade, o que de verdade importa é que a região tenha uma melhor representação, assegurou Di Tella.
Na sua opinião, o mecanismo específico, o que tem mais chance de consenso, é que a cadeira (para América Latina no Conselho) seja rotativa e que seja a região que decida, disse Di Tella.


