Cadastro biométrico é o desafio da nova cúpula do TRE-PR
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sexta-feira, 02 de fevereiro de 2018
Francielly Azevedo<br>Especial para a FOLHA 

A nova cúpula diretiva do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral), formada pelo desembargador Luiz Taro Oyama, como presidente e pelo desembargador Gilberto Ferreira, vice-presidente e corregedor, tomou posse nesta quinta-feira (1). Oyama substitui o desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira e disse que será um ano de desafios em função das eleições de outubro.
Uma das demandas do TRE é a conclusão do cadastramento biométrico. Atualmente, o Paraná conta com quase 8 milhões de eleitores, destes mais de 6,7 milhões estão aptos a votar biometricamente, o que corresponde a 85% do eleitorado. A expectativa, de acordo com Oyama, é cadastrar 100% dos votantes até 2019, antes do prazo estipulado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que é em 2022. "A biometria proporcionará mais segurança e facilitará a identificação do eleitor no momento da votação", ressaltou o presidente.
As campanhas na internet também foram repercutidas pelos chefes do TRE. Com as novas regras eleitorais, os candidatos e partidos poderão pagar pelo impulsionamento de conteúdo para que uma notícia tenha maior alcance de público e, em contrapartida, existirão punições mais rigorosas para as chamadas "fake news" (notícias falsas na tradução livre). Caberá aos partidos, candidatos e até ao eleitor encaminharem as denúncias, que serão avaliadas pelo TSE. "Claro que é difícil em se tratando de internet, é algo relativamente novo na política, então pode existir algum tipo de abuso, mas há punição severa para isso", afirmou Ferreira.
Por fim, ambos destacaram a utilização do comprovante de votação impresso. Em todo País, serão utilizadas 30 mil urnas neste processo, destas 700 estarão no Paraná. O sistema servirá como uma espécie de prova real, caso alguém conteste o resultado da votação. "Antes do eleitor concluir o voto, aparecerá a relação dos candidatos em que ele votou, então se estiver de acordo ele confirma, o comprovante será impresso e depositado na urna. É importante dizer que o eleitor não saíra da cabine com o comprovante", explicou Oyama.


