No ano passado, oito ex-vereadores de Londrina, da legislatura 2005-2008, foram condenados à prisão em primeira instância por envolvimento na chamada Lista Caldarelli: Orlando Bonilha, Renato Araújo, Flávio Vedoato, Gláudio Renato de Lima, Henrique Barros, Jamil Janene, Luiz Carlos Tamarozzi e Sidney de Souza.
Eles teriam recebido propina para aprovar um projeto de lei que doava um terreno para um empresário. Os acusados foram condenados por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e concussão – este último delito se encaixa na categoria crimes contra a administração pública no Código Penal e se caracteriza quando agente público exige vantagem indevida.
Destes ex-parlamentares, o único que continua exercendo o cargo de vereador é Jamil Janene (PP). Condenado a nove anos e 10 meses de prisão, ele teve a sentença mantida pelo Tribunal de Justiça do Paraná posteriormente. A defesa apresentou recurso.
Janene argumenta que foi absolvido no mesmo caso na esfera cível e que foi condenado na criminal sem provas, já que a lista havia sido desclassificada pela perícia. "Perdi a eleição (para a legislatura 2009-2012; Janene foi eleito no ano passado para o período 2013-2016) para o Ministério Público e para parte da imprensa londrinense por 60 votos", reclama.
O vereador, que alega ter sido vítima de perseguição política, preferiu não fazer maiores comentários sobre o aumento do número de crimes contra a administração pública. "Falo na maior tranquilidade sobre a minha situação. Não posso falar dos processos de outros políticos. Cada um responde pelos seus atos. É triste, porque cada vez mais a política cai em descrédito. Mas, no meu caso, as pessoas vão ver lá na frente que eu sempre falei a verdade", afirma. (F.G.)

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