O presidente da Câmara, José Roque Neto (PTB), não foi localizado ontem no final da tarde pela FOLHA e pela assessoria do Legislativo para comentar a recomendação do Ministério Público contrária à emenda da reposição. Em coletiva no final da manhã, contudo, Roque Neto negou que a reposição tenha pego o londrinense de surpresa. Ele atribuiu a forte repercussão negativa - do modus operandi pela aprovação - aos escândalos que desgastaram a Casa em 2008 e 2009/2010, quando, por sinal, um vereador (Joel Garcia, do PDT) completa hoje 50 dias de prisão.
''A partir dos imbróglios que aconteceram na Câmara e tudo o que se vai acontecer aqui, qualquer coisa que se faz em relação a política vão sempre dizer que é para prejudicar a comunidade'', alegou. Sobre o debate em sessão secreta, resumiu: ''Não fizemos nada às escuras pelo fato de vocês (repórteres) não estarem aqui (na Câmara) a partir das 6 horas (da tarde). Não temos nada que esconder; isso (a ausência de debate público) é uma ênfase que a imprensa dá''.
Poucos vereadores apareceram ontem na Casa. A reportagem conversou com Rodrigo Gouvêa (PRP) e Amauri Cardoso (PSDB), que votaram a favor do aumento. Se o salário de parlamentar (R$ 5.724 sem os 4,36%) é baixo? ''Claro que não, mas precisa acompanhar a inflação'', defendeu Gouvêa, alvo de uma Comissão Processante (CP) presidida por Cardoso, que concorda com ele. ''O vereador é um trabalhador que trabalha (sic) muito, e se o salário dele está defasado, isso tem que ser reposto'', defende.
Já a respeito do subsídio atual, o tucano, professor na rede municipal, emenda: ''É um bom salário, mas menor que o dos vereadores de Curitiba e de Maringá, onde há até mais benefícios. Cada um gasta o quanto ganha''. (J.G.)

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