Curitiba - Apesar das discussões para a formação de coligações terem ficado nebulosas devido às recentes decisões da Justiça Eleitoral, os partidos ainda analisam quem seriam os melhores parceiros para realizarem alianças à chapa proporcional. De garantido, apenas que cada partido grande deve realizar ao menos uma coligação - nem que seja com um partido considerado ‘‘nanico’’.
Pela legislação, cada partido paranaense só poderá lançar 45 candidatos a deputado federal e 86 a deputado estadual. Caso realize coligação com um ou mais partidos - independente do tamanho de seu aliado - a chapa tem direito a lançar mais candidatos: 60 para a Câmara dos Deputados e 108 para a Assembléia Legislativa.
Pelo sistema, uma relação de ajuda mútua acaba se estabelecendo. Partidos pequenos ajudam a aumentar o tamanho das chapas dos grandes, e em troca conseguem colocar alguns candidatos com potencial eleitoral em uma chapa capaz de receber uma votação expressiva.
Quando o assunto é coligação entre duas siglas de peso, a negociação é mais complicada. O alto número de pré-candidatos disputando um lugar na chapa acaba gerando confusão, tanto dentro do próprio partido, como com os aliados.
‘‘Se saírmos sozinhos, vamos favorecer nossos candidatos a deputado estadual, mas corremos o risco de enfraquecer a chapa para a Câmara’’, explica o deputado federal José Janene (PPB). ‘‘A avaliação que fazemos é que, se cada partido sair sozinho, podemos perder três dos 25 deputados que apóiam o governo em Brasília. Em um chapão, poderíamos manter este número’’, acrescentou o deputado.

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