Caciques tucanos e do PT também vão a Curitiba
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sexta-feira, 22 de outubro de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O fluxo de caciques do PT e do PSDB em visita a Curitiba promete continuar firme até o final do segundo turno. Ontem foi a vez do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), vir a cidade para prestar apoio ao candidato de seu partido, Beto Richa.
Assim como o governador de São Paulo Geraldo Alckmin e os senadores Tasso Jereissati e Artur Virgílio, que também vieram a Curitiba na última semana, Aécio fez questão de destacar o fato de Beto ser filho do ex-governador José Richa. ''Assim como eu, o Beto tem essa vantagem de ter aprendido política em casa, o que o faz um dos quadros mais preparados da nova geração'', disse o governador mineiro, neto de Tancredo Neves.
Aécio criticou o PT por envolver demasiadamente a máquina do governo na campanha. ''O PT tem colocado seus interesses sobre os interesses do país nessa eleição. Eles têm dificuldade em separar o público do privado. Isso traz constragimento ao próprio presidente Lula, com quem tenho boa relação'', comentou.
Embora o PSDB local tenha feito um pedido de investigação contra Lula por sua visita a Curitiba na segunda-feira, alegando que ele teria vindo apenas para fazer campanha para Angelo Vanhoni (PT), Aécio não viu nada de errado em vir a Curitiba participar de um evento da campanha de Beto na tarde de sexta-feira à tarde. ''Não se pode aplicar um horário de expediente rígido a uma pessoa pública como o governador. Além disso, eu vim com recursos do partido, e não públicos, como aconteceu com o presidente'', afirmou.
Hoje, mais um nome forte na política nacional chega a Curitiba. O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, desembarca na capital para prestar apoio a Vanhoni.


