''Caciques políticos impediram outros concorrentes'', diz vice
Apesar do prefeito Anselmo Jorge de Lima ser candidato único, nem tudo é harmonia na política de Sengés. A discórdia começa dentro da prefeitura. O vice-prefeito José Luiz Ferraz Copeti (PFL) classifica como um absurdo a candidatura única.
Ao contrário do que o prefeito anda falando, isso não significa uma unidade política, mas uma ostensiva manipulação de alguns caciques políticos que impediram o lançamento de outras candidaturas, acusa José Luiz. No PFL, meu partido, desde o ano passado aprovamos o lançamento de uma candidatura própria, mas, na última hora, aconteceram coisas estranhas e o Valcir Rossoni, que é o presidente do meu partido e que tem o controle do diretório do PFL, aceitou ser vice do Anselmo.
José Luiz fala num tom de desabafo: Não posso comungar com uma coisa vergonhosa como foi essa negociação. Isso não é democracia e Sengés só tem a perder com isso, pois o eleitor não tem opção de escolha. Segundo o vice-prefeito, aquele que não está contente e que tem a sensibilidade de perceber que esse prefeito fez um mandato muito fraco, não deve votar no número dele. Ele disse que sempre fez restrições e nunca concordou com a conduta política do prefeito.
Para o vice-prefeito, a Câmara de Vereadores deveria investigar mais de perto as ações do prefeito. Mas, infelizmente, os vereadores são omissos e apenas dizem amém aos atos do Executivo, acusa. É uma Câmara ineficaz e inoperante que não sabe o que faz. Estamos aguardando justiça. E conclui: Rossoni sempre disse que iria concorrer contra o Anselmo e virou o vice dele. É uma mudança muito estranha, desconfia.
Outro que critica a candidatura única é o médico e vereador José Carlos Rodrigues da Silva (PDT). Dizendo que já foi perseguido pela administração, chegando a perder, por cerca de um mês, o emprego no Hospital de Sengés, José Carlos afirma não querer polemizar. Fui o vereador mais votado da história do município, com 538 votos, e pensei sair como candidato a prefeito. Mas sou apenas um médico, vivo da minha profissão, e não tenho como gastar R$ 600 mil para enfrentar toda essa máquina administrativa, afirma. (E.A.)





